sábado, 25 de fevereiro de 2012

CAOS




Então o mundo era
pra mim
como um rio sem leito
ou o fim de uma geleira

Todo o universo
era só um vácuo

Um nada 
no meio de tudo
e tudo 
no meio do nada!

E eu
apenas  um verme
resistindo ao frio

Não havia passado
porque não havia futuro

Só o que existia
era o agora
o imediato ainda que
lento e caótico

Não havia mais
medo ou preocupações
 porque não havia
o que temer
e nem com o que 
se preocupar

Estar vivo
era ao mesmo tempo
o axioma
e  o teorema

O começo
era o fim
e o fim era só outro começo
E eu... sobrevivi!

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